Realizaram-se no passado sábado dois jogos da 10.ª jornada do Futebol Popular feminino.
O Vila Fria recebeu o Balasar e venceu por 3-2. A equipa da casa adiantou-se no marcador com dois golos de Lara Peres (2-0), mas o Balasar reagiu: Lara Cruz reduziu para 2-1 e Helena Oliveira restabeleceu a igualdade (2-2). No entanto, Lara Peres voltou a marcar e completou o hat-trick, garantindo a vitória para a equipa de Viana do Castelo.
O Vila Fria segue no 6.º lugar com 12 pontos, os mesmos do Balasar, que ocupa a 5.ª posição.
No outro encontro, o GD Apúlia recebeu e venceu o Cristelo por 4-2. Os golos do Apúlia foram apontados por Rita Neiva, Daniela Veloso, Jéssica e ainda um autogolo. Pelo Cristelo marcaram Anabela Sobral e Maria Miranda. Com esta derrota, o Cristelo fica em dificuldades na luta pelo título, enquanto o Apúlia assume a liderança provisória com 27 pontos, reforçando o estatuto de candidato.
A jornada fica completa no dia 3 de abril, com o Palme, outro dos favoritos, a deslocar-se ao terreno do Estela (20h00), enquanto o Necessidades recebe Os Torrenses (21h00).
Na lista de melhores marcadoras, Anabela Sobral (Cristelo) continua na liderança com 22 golos. Rita Neiva (Apúlia) ocupa o 2.º lugar com 16. Já Lara Peres (Vila Fria), após o hat-trick, alcançou Helena Oliveira (Balasar), estando ambas com 13 golos, no 3.º e 4.º lugares.
GD Apúlia 4-2 Cristelo
Campo dos Sargaceiros (Apúlia)
Comentário de Rui Casais treinador do GD Apúlia:
Na última flash disse que tínhamos de apresentar a nossa melhor versão… e hoje o grupo respondeu exatamente a isso.
Jogo entre vizinhos, sabíamos da dificuldade. Na primeira volta saímos derrotados em Cristelo, mas hoje, em casa, demos uma resposta clara ,era preciso ganhar para termos o confronto direto.
A mensagem antes do jogo foi longa, talvez até pesada… mas o grupo acreditou e respondeu dentro do campo. Fomos, sem dúvida, a equipa que mais quis ganhar.
O resultado (4-2) acaba por ser justo, ainda que curto para aquilo que ambas as equipas apresentaram.
Mesmo com várias lesões nas nossas atletas, tivemos de inventar, reajustar e adaptar. E tudo acabou por dar certo, fruto da qualidade, da união e da entrega desta equipa.
Quero destacar o enorme esforço deste grupo e a evolução que temos vindo a mostrar,tanto jogo jogado,táctico,com e sem bola e bolas paradas.
Parabéns também aos nossos adeptos — esta vitória é para eles e para esta instituição que tanto me diz. Às vezes posso exagerar, mas é porque sinto isto de verdade e luto por vocês, como vocês lutam por mim.
Muito orgulho nesta caminhada, que não tem sido fácil. Ainda não ganhámos nada… mas como disse após a derrota em Cristelo e com o palme para a taça:vamos ser um adversário muito difícil até ao fim.
Agora temos uma paragem, depois vamos a palme e pode ser aí que se pode decidir o rumo deste campeonato. Vamos preparar-nos para mais uma batalha, faltam 4 finais.
E para vocês, veteranas Sargaceiras e todos adeptos uma Santa e feliz Páscoa para vocês e para as vossas famílias
Obrigado 💛💙
Comentário de Cristelo:
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Vila Fria 1980 3-2 ADC Balasar
Campo do Vila Fria
Comentário de Henrique Guimarães treinador do Vila Fria 1980:
Jogo bem disputado entre duas equipas que o quiseram ganhar.
Tivemos uma entrada forte no jogo e fomos para intervalo a ganhar por 2 - 0
Segunda parte a equipa adversária entrou melhor e chegou ao empate através de uma grande penalidade bem assinalada.
Nós reagimos e ainda conseguimos chegar á vitória através de um grande golo da nossa capitã.
No final acho que fomos uns justos vencedores.
Boa arbitragem e aproveito para desejar uma Santa Páscoa para todos.
Comentário de Alexandra Coelho treinadora do ADC Balasar:
Em geral, a equipa adversária disputou o jogo de forma limpa e a arbitragem não foi má, porém sentiu-se que tinha mais facilidade em marcar faltas a favor da equipa adversária. Na primeira parte do jogo, ocorre um lance onde a guarda redes da outra equipa apanha a bola com as mãos e larga, onde uma jogadora nossa, perante a bola solta, reage, ganha a bola e concretiza o golo. A guarda redes da outra equipa pede falta e o árbitro marca falta, anulando o golo. Nesta situação, era visível o que aconteceu, e a arbitragem ia validar o golo, antes dos protestos por falta da equipa adversária. Na segunda parte, ocorreu o penálti que foi bem assinalado. Houveram algumas divididas onde o árbitro podia ter sido mais assertivo, nomeadamente, num lance onde a jogadora adversária remata o tornozelo da nossa central, na tentativa de evitar a saída de bola. A arbitragem assinalou falta, mas aquilo era para cartão amarelo.