Realizou-se no passado sábado, dia 30 de maio, no Campo da Serpente, em Perelhal, a final da Taça de Futebol de 7 Feminino da AFPB. Frente a frente estiveram o Palme, recentemente coroado campeão da época 2025/2026, e o Vila Fria 1980, formação do concelho de Viana do Castelo.
A vitória acabou por sorrir ao Vila Fria, que conquistou o troféu na marcação das grandes penalidades, após um empate sem golos no tempo regulamentar.
O desfecho pode ser considerado uma meia surpresa, tendo em conta o favoritismo que recaía sobre o Palme. A equipa campeã terminou o campeonato com apenas uma derrota, precisamente no terreno do Apúlia, segundo classificado, somando uma campanha muito consistente ao longo da temporada.
Já o Vila Fria realizou um percurso mais modesto no campeonato, terminando na quinta posição, a 23 pontos do Palme e com oito derrotas registadas. No entanto, como tantas vezes acontece nas competições a eliminar, a Taça voltou a mostrar que tudo pode acontecer numa final.
A partida ficou também marcada por um momento infeliz para o Vila Fria. Uma das atletas da equipa sofreu uma fratura numa perna, tendo sido transportada para o hospital. O encontro esteve interrompido durante cerca de 30 minutos, num episódio que abalou naturalmente ambas as equipas.
Após a retoma, nenhuma das formações conseguiu desfazer o nulo e a decisão seguiu para as grandes penalidades. Aí, o Vila Fria mostrou maior eficácia, convertendo os cinco penáltis da série, enquanto o Palme marcou quatro.
Com esta vitória, o Vila Fria conquista a Taça Feminina da AFPB, enquanto o Palme fica com o título de campeão, repartindo assim os dois principais troféus da temporada.
A rivalidade entre as duas equipas, no entanto, ainda terá mais um capítulo. Palme e Vila Fria deverão voltar a encontrar-se na disputa da Supertaça, encontro que deverá marcar o arranque oficial da próxima época
Palme 0-0 (4-5 g.p.) Vila Fria 1980
O Palme e o Vila Fria 1980 defrontaram-se no Campo de Perelhal
Comentário de Ricardo Tomás treinador do Palme:
A final da Taça escapou-nos nas grandes penalidades.
Na primeira parte não conseguimos mostrar o nosso jogo nem criar as oportunidades que pretendíamos. Ao intervalo mudámos o chip, entrámos com outra atitude e fomos à procura de inverter o rumo dos acontecimentos. Ainda assim, encontrámos um adversário muito organizado e fechado, levando a decisão para as grandes penalidades.
A vitória sorriu ao Vila Fria, a quem deixamos os nossos parabéns pela conquista.
Um agradecimento muito especial aos nossos adeptos, que mais uma vez estiveram connosco do primeiro ao último minuto. O vosso apoio foi incrível.
Por fim, um enorme orgulho nestas meninas. Pelo crescimento demonstrado ao longo da época, pela dedicação, pelo espírito de equipa e por tudo o que conseguiram construir e fazer acontecer. O resultado de hoje não apaga o percurso extraordinário que realizaram.
Comentário de Henrique Guimarães treinador do Vila Fria 1980:
Uma final com um sabor agridoce derivado á grave lesão da Sofia.
Uma primeira parte em que tivemos três ou quatro claras oportunidades para ir com outro resultado para o intervalo, na segunda parte o Palme entrou mais forte e tivemos que ser práticos na abordagem ao jogo. No fim do tempo regulamentar o empate era aceitável, mas felizmente fomos mais felizes nos pênaltis, o mérito é das minhas atletas, interpretaram tudo aquilo que lhes foi pedido e acreditaram que era possível derrotar o Palme.
Parabéns ao Palme pelo campeonato e por ser um digno finalista da taça. Uma ovação para todos os clubes que continuam a trabalhar para engrandecer o futebol feminino.Uma palavra para a excelente organização e trabalho realizado pelo Popular de Barcelos, foi uma excelente final em todos os aspectos.....
Obrigado pelo convite, parabéns ao Domingo às dez pela divulgação e um bom final época para todos.