O Remelhe sagrou-se campeão no passado domingo e, apesar de ser um título já anunciado há várias jornadas, a confirmação oficial trouxe um momento de grande simbolismo para o clube.

Houve ainda algum compasso de espera até que toda a logística da AFPB estivesse preparada para a entrega do tão desejado troféu de campeão da época 2025/2026, o primeiro título de campeão da 1.ª Divisão da história do Remelhe.

Com esta conquista, o clube completa agora a sua vitrina recente, juntando este troféu à Taça e à Supertaça conquistadas nas épocas 2023/2024 e no arranque de 2024/2025, alcançando assim um verdadeiro triplete no espaço de três épocas desportivas.

No início da temporada, havia cinco equipas apontadas como favoritas ao título. Os Leões da Serra vinham de conquistar tudo na época anterior, o Leocadenses reforçou-se com vários jogadores experientes, o GDR Campo agitou o mercado com atletas vindos do futebol federado, e o Palme também apostou forte com reforços de qualidade.

Naturalmente, o Remelhe também entrou nessa lista de candidatos, reforçando-se com nomes sonantes vindos do federado e até da 1.ª Liga, mostrando desde cedo que queria lutar seriamente pelo campeonato.

A equipa foi extremamente forte na primeira volta, terminando essa fase invicta, com apenas um empate e sem qualquer derrota, virando o campeonato com sete pontos de vantagem sobre o Leocadenses.

Na segunda volta, a competição tornou-se mais equilibrada, com todas as equipas do topo a perderem pontos, mas o Remelhe soube gerir a preciosa vantagem construída na primeira metade da época e manteve-se sempre firme na liderança até confirmar o título.

Foi um campeão justo, pela regularidade, consistência e pela forma como soube lidar com a pressão de um campeonato muito competitivo.

Muito desse sucesso deve-se ao trabalho da equipa técnica liderada por Miguel Sá Pereira e pelos seus adjuntos, Carlos Correia Tr Adj e Filipe Gomes Tr GR, que realizaram uma época de enorme qualidade. Souberam gerir momentos difíceis, manter o grupo focado e conduzir o clube até ao objetivo principal.

Apesar da intensidade competitiva e da exigência de lutar por títulos, o Remelhe destacou-se também pelo seu comportamento disciplinar, sendo uma das equipas menos castigadas entre os clubes do topo. Um dado que reforça ainda mais o mérito da conquista.

O próprio treinador Miguel Sá Pereira terminou a época sem qualquer expulsão ou advertência disciplinar, algo raro e igualmente digno de registo e elogio.