A formação da ACD Carapeços dá muito trabalho. Mas quando os frutos aparecem, a vontade de seguir em frente renasce mais forte do que nunca. E foi precisamente isso que o clube demonstrou no passado Domingo , numa exibição repleta de simbolismo, talento e, acima de tudo, futuro.

Diante de um público atento em Palme, a equipa mostrou toda a sua força, fruto do excelente trabalho nas camadas jovens. No onze inicial alinharam seis jogadores que subiram à Divisão de Honra, liderados com inteligência e sensibilidade pelo treinador Mário Costa, ainda nos juniores. Curiosamente, quatro deles formaram por completo o quarteto defensivo: Rodrigo Laranjeira (21 anos) na lateral esquerda, a dupla de centrais Cunha (21) e Russo (22), e Ricardo Costa (20) na lateral direita. Uma linha defensiva , jovem e promissora.

Mais à frente, Hugo Coutada (21) e Diogo Silva (21) completavam o lote dos seis campeões juniores em campo. E podiam ter sido sete, não fosse a ausência, por motivos particulares, de Guilherme Gui (21), o goleador da temporada de ouro dos juniores, autor de 14 golos números que dispensam comentários.

No banco de suplentes, outras duas promessas: Guilherme Rodrigues (17) e Barros (17), dois jovens que se têm vindo a destacar na equipa de juniores. Mas a aposta na juventude não ficou por aqui. Na baliza, Gonçalo, também de 21 anos, e Machado(20)  a ponta de lança  garantiram segurança e personalidade. Ao todo, o Carapeços somou oito jogadores com média de idades entre os 20 e os 21 anos,  um feito raro e digno de rasgados elogios.

E para este feito notável na 1ª Divisão, há um nome que não pode, nem merece, ser esquecido: Quim Zé. Chegou à 9ª jornada e abraçou este projeto com uma paixão contagiante, assumindo a liderança de um grupo tão jovem quanto promissor. A sua mão experiente, aliada à confiança depositada em cada um destes talentos, tem sido um pilar fundamental na caminhada vitoriosa do Carapeços.

Com este núcleo talentoso e a orientação segura de Quim Zé, aliado ainda a alguns jogadores mais experientes, o clube ocupa nada menos que o quinto lugar na tabela da 1ª Divisão, posicionando-se logo abaixo de Remelhe, Leocadenses, GDR Campo e Leões da Serra , todos eles equipas compostas por atletas com passagens pelo futebol federado e, em alguns casos, até pela 1ª Liga. E candidatos ao titulo.

O Carapeços prova, assim, que a aposta na formação não é só um discurso bonito, é uma estratégia vencedora, feita de suor, paciência e muito talento. Com uma direção corajosa, um treinador como Quim Zé que chegou a meio do caminho e acreditou, e jovens assim, o futuro já começou. E promete ser brilhante.